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MESMO NÚMERO DE VITÓRIAS E DERROTAS NO ANO, ALGO QUE NÃO ACONTECIA HÁ 32 ANOS

Publicado às 22h00 deste domingo, 2 de dezembro de 2018.
O Santos se despediu da temporada com uma nova derrota no Brasileiro. Com diversos desfalques e novamente um futebol decepcionante, o time de Cuca que também deixou o time da Vila para cuidar de um problema cardíaco, perdeu para o Sport por 2 a 1, na Ilha do Retiro. Todos os gols da partida aconteceram nos 10 minutos finais. O gol santista foi marcado por Rodrygo, após cobrança, já nos acréscimos. O time pernambucano mesmo vencendo foi rebaixado.

Com 10 desfalques e muitos deles titulares, Cuca se virou para escalar o time em sua despedida, na segunda passagem como comandante do time da Vila. O treinador improvisou o atacante Copete na ala esquerda e deu a responsabilidade da armação a Jean Mota. 

O espetáculo sofrível que Sport e Santos proporcionaram no primeiro tempo tiveram duas exceções e ambos do Peixe. No primeiro, Rodrygo foi a linha de fundo e cruzou, mas Jean Mota não finalizou e o segundo um pouco parecido com o meia chutando para fora do gol.

No segundo tempo, o Santos seguiu jogando apenas no contra-ataque, mas a transição rápida não funcionava e o desespero dos donos da casa que necessitavam vencer o jogo e ainda dependiam de outros resultados para se manter na série A, se mandou para o ataque e quando o cronômetro apontava para 7 minutos para o fim da partida, aconteceu um cruzamento do lado esquerdo do ataque dos pernambucanos e Rogério, do outro lado, mandou de primeira e abriu o marcador. 

Oito minutos depois, uma falta na direita da defesa santista, o cruzamento, a defesa ficou assistindo e Hernane, que havia marcado apenas um gol no campeonato, finalizou de cabeça e ampliou. Em seguida, uma falta a favor do Santos. O jovem Rodrygo pediu para bater, cobrou bem, contou com a sorte, porque a bola bateu na trave e nas costas do arqueiro do Sport e morreu no fundo da rede.

Com mais um insucesso, o Santos terminou a competição nacional com mais derrotas do que vitórias. Perdeu 14 jogos, ganhou 13 e empatou outros 11, terminando na 10a. colocação com  50 pontos. Nas últimas seis partidas do time no ano, venceu apenas uma vez (O Galo na semana passada) e perdeu outros cinco.

Na temporada, encerrou o ano com o mesmo número de vitórias e derrotas - 24. Isso não acontecia, há 32 anos, quando em 1986, o alvinegro também teve a mesma quantidade de vitórias e derrotas, porém, naquela oportunidade, foram 30.  

Não creio que tenha que esquecer o pífio ano em termos de resultados. Tem de lembrar tudo de errado que foi executado, para que no mínimo, não se repita na temporada seguinte. 

Não quero ser profeta do apocalipse, absolutamente, mas não estou otimista, não. 

Torço muito pelo Renato, novo Executivo de Futebol, que é uma pessoa que eu particularmente, confio bastante, pois sei da sua honestidade. 

O elenco de profissionais entra de férias e retorna em 2 de janeiro, para estrear no dia 20 de Janeiro, diante da Ferroviária, pelo Paulista-2019. O clube ainda não definiu nem o técnico. Que os Deuses do futebol continuem com o mesmo carinho pelo Santos.

FICHA TÉCNICA
Sport-PE 2 x 1 Santos
Estádio Ilha do Retiro, em Recife (PE)
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Cartões amarelos: Adryelson, Andrigo e Rogério (SPO) / Yuri (SFC)
GOLS:  Rogério (aos 38'/2T) (1-0), Hernane (aos 46'/2T) (2-0) e Rodrygo (aos 48'/2T) (2-1)
SPORT-PE: Maílson; Andrigo, Adryelson, Ernando e Raul Prata; Marcão, Fellipe Bastos (Marlone, aos 11'/2T), Neto Moura (Rogério, no intervalo) Gabriel, Mateus Gonçalves e Matheus Peixoto (Hernane, no intervalo) - Técnico: Milton Mendes
SANTOS: Vanderlei Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Copete; Guilherme Nunes (Yuri, aos 22'/1T), Pituca (Sasha, aos 44'/2T) e Jean Mota (Lucas Lourenço, aos 28'/2T); Arthur, Rodrygo e Felippe Cardoso - Técnico: Cuca

Cuca comandou o Peixe duas 27 vezes em sua segunda passagem na Vila com 10V/9E/8D.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Vanderlei: Trabalhou pouco. Não comprometeu. - 5,5
Victor Ferraz: Fazia uma partida satisfatória, porém, no primeiro gol não conseguiu parar a velocidade do jogador que deu a assistência e no segundo, cometeu a falta que proporcionou que o adversário ampliasse. - 4,0
Luiz Felipe: Fez bom jogo, tem qualidade, porém, no segundo gol ficou parado e também comprometeu sua partida. - 4,5
Gustavo Henrique: O mesmo que eu escrevi para o seu companheiro de setor, serve para o camisa 6. Não comprometia, mas no segundo gol, ficou paralisado e o atacante pernambucano cabeceou e marcou o gol. - 4,5
Copete: Voluntarioso. Mesmo improvisado, dava conta do recado, até que preferiu acompanhar a bola do que o adversário, no primeiro gol dos pernambucanos. - 4,5 
Guilherme Nunes: Jogou somente 20 minutos. Está sem sorte. Segunda partida que sai com problemas de ordem médica sem sequer terminar o primeiro tempo. - SEM NOTA
(Yuri): Não comprometeu. Alguns desarmes e cometeu algumas faltas. - 5,0
Pituca: Correu, ajudou na marcação e tentou colaborar com a armação. Um excelente ano. Pode deixar o clube na temporada seguinte. - 5,5
(Sasha): Entrou nos cinco minutos finais. - SEM NOTA
Jean Mota: Não conseguiu armar o time. Teve duas chances para abrir o marcador no primeiro tempo. Foi substituído. - 4,5
(Lucas Lourenço): Finalmente o companheiro de Rodrygo pode estrear no time de cima. O jovem de apenas 17 anos, entrou nos 15 minutos finais. - SEM NOTA.
Arthur: Tentou fazer a transição e usar a sua velocidade, mas não obteve êxito. Não conseguiu repetir o bom futebol do clássico diante do SCCP, no Pacaembu, por exemplo. - 4,5
Rodrygo: Puxou dois bons contra-ataques e marcou um belo gol de futebol. Pela sua qualidade e potencial, pode produzir muito mais. - 5,5
Felippe Cardoso:  Fez bem o pivô e protegeu bem a bola. Nenhuma finalização perigosa. - 5,0
Técnico: Cuca: O maior responsável em tirar o time do desastre de disputar a série B.  Quando sentiu que não desejaria ficar "largou o freio" e apesar dos desfalques, a queda do time também passa por ele. - 5,0

Da esquerda para a direita: Paulo Almeida, Maurinho, Pereira, Robert e Elano, durante evento da Embaixada de Curitiba.
CINCO ANOS DA EMBAIXADA DO SANTOS EM CURITIBA

Para não dizer que não falei das flores, se tem algo que merece ser destacado em 2018 no Santos é o trabalho desenvolvido pelas Embaixadas do clube, espalhadas pelo país.

Neste sábado (1), fui convidado e estive na capital paranaense, na festa de cinco anos desta Embaixada da região Sul do país.

Em uma comemoração bastante concorrida, também estivem presentes o atual presidente do Conselho e mandatário campeão na conquista do título de 2002 - Marcelo Teixeira, que foi lançar o seu livro na cidade - "Das arquibancadas à presidência 2002" e juntos com ele estavam os também campeões deste título inesquecível - Elano, Robert, Paulo Almeida, Maurinho e Pereira.

Aproveito para a agradecer o convite do Embaixador Marcio Santos, o diretor-geral Iata Brilhante, a Angélica Walichinski e os demais membros da diretoria e também a maravilhosa receptividade que eu e os demais convidados, recebemos no local. 

Foi gostoso relembrar histórias de uma conquista maravilhosa e o avanço da representação santista no Paraná que apresentou novos sócios para o clube, mesmo neste período de dificuldades e ausências de títulos que o futebol profissional atravessa.

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