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LIÇÃO DE CASA

Publicado às 08h desta segunda-feira, 14 de Maio de 2018.
Após duas derrotas consecutivas no Brasileiro, o Peixe voltou a vencer na competição, ao bater o Paraná por 3 a 1, na Vila Belmiro. Os gols foram de Rodrygo, o primeiro dele no time profissional no estádio Urbano Caldeira e dois de Gabriel Barbosa. Silvinho descontou para os visitantes.

Com diversos desfalques no departamento médico (Yuri, Bruno Henrique, Cittadini, David Braz, Renato e Guilherme Nunes), Jair Ventura manteve o mesmo time da última quinta-feira (10), que goleou a Luverdense por 5 a 1 com Gustavo Henrique no miolo da zaga e Vitor Bueno no meio-campo.

Apesar do comandante técnico santista ter afirmado o contrário do que vou escrever, na entrevista coletiva, após a partida, o Santos foi de uma falta de criatividade, passividade e demonstrou a tal dificuldade de propor jogo de forma absurda nos primeiros 45 minutos. As melhores chances na etapa inicial foram nos contra-ataques do time paranista. O futebol da primeira etapa do clube praiano foi sofrível diante do lanterna que oferecia perigo sempre com Silvinho (ex-São Paulo, Penapolense, Ponte Preta e Criciúma).

Porém, veio a segunda etapa e um gol logo no início, o primeiro do "rayo" Rodrygo na Vila, o segundo dele no Campeonato Brasileiro e o sexto na temporada, modificaram totalmente o panorama do jogo. O time de Curitiba tinha de sair para o jogo e começou a oferecer espaços. Daí em diante, mesmo com dificuldade na construção das jogadas, o Peixe conseguiu ampliar com dois gols de Gabriel Barbosa.

E para não dizer que não falei das flores, o público decepcionou novamente com menos de 4 mil testemunhas. Os valores praticados também colaboram, mas nada, absolutamente nenhuma razão, nem mesmo a desconfiança com o futebol econômico do time, justifica tão pouca gente. A região abandonou o clube e com preços do ticket médio de 60 à 120 reais, fora da realidade da vida do trabalhador, em um estádio que não sofre reformas há muito tempo, sem o conforto das arenas, a decisão da direção torna esta equação infalível para um público pífio.

Após oito gols, o Peixe está recuperado da goleada sofrida no Sul do país? Não, absolutamente. Ambos os adversários são de baixa qualidade técnica e mesmo o segundo, sendo um clube de série A, se não reforçar, está fadado a voltar a série B, o ano que vem, tanto que em quatro jogos, empatou um e perdeu outros três. E mais, preocupante o time atuar de forma satisfatória apenas nos 45 minutos finais nos dois jogos. Com um adversário mais forte será fatal uma má nova performance no primeiro tempo.

Na quinta-feira (17), às 19h15, o alvinegro volta a campo diante do Luverdense, em Lucas do Rio Verde, em partida de volta das oitavas de finais da Copa do Brasil. O bom senso pede que Jair Ventura mande um time alternativo, já que a vantagem é significativa construída no jogo de ida. Pelo Brasileirão, o alvinegro encara o São Paulo, no Morumbi, às 16h, no próximo domingo (20).

FICHA TÉCNICA
SANTOS 3 X 1 PARANÁ
Estádio da Vila Belmiro, Santos (SP)
Árbitro: Wagner Reway (Fifa/MT)
Público/renda: 3.971 pagantes/R$ 140.110,00
Cartões amarelos: Gabriel (SFC), Vitor Feijão e Torito González (PAR)
Gols: Rodrygo (1'/2ºT) (1-0), Gabriel Barbosa (13'/2ºT) (2-0), Gabriel Barbosa (30'/2ºT) (3-0), Silvinho (47'/2ºT) (3-1),
SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Dodô; Alison (Vecchio, aos 33'/2ºT), Vitor Bueno (Pituca, aos 26'/2ºT) e Jean Mota; Gabriel Barbosa, Sasha e Rodrygo (Arthur, aos 30'/2ºT). Técnico: Jair Ventura.
PARANÁ: David; Alemão, Jesiel, Rayan e Igor (Júnior, aos 29'/2ºT); Wesley Dias, Torito González (Alex Santana, aos 24'/2ºT) e Caio Henrique; Léo Itaperuna (Vitor Feijão, aos 17'/2º), Silvinho e Carlos. Técnico: Rogério Micale.


O "rayo" marcou seu primeiro gol na Vila. Foi o segundo no Brasileiro e o sexto na temporada.

NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Vanderlei: Sem culpa no gol sofrido. Nas poucas vezes que trabalhou, já que o adversário só saiu para o jogo após o 1 a 0, correspondeu como de costume. - 6,5
Victor Ferraz: No apoio, por dentro (quando avança vai pelo meio como meia), funcionou nas tabelas e começou a jogada do segundo gol. - 6,5
Lucas Veríssimo: Vive um grande momento. Não perdeu uma divida e no começo do jogo, fez a cobertura até de seu companheiro Gustavo Henrique pelo lado esquerdo do campo.- 7,0
Gustavo Henrique: Perdeu na velocidade as três primeiras bolas da partida. Depois se recuperou no jogo e foi bem. - 6,0
Dodô: Tem muito recurso com a bola nos pés. É o jogador mais técnico do time. Quando Gabriel Barbosa invertia de lado com Rodrygo, preferia não apoiar tanto e guardava mais a posição. - 6,5
Alison: Bem posicionado na marcação. Saiu aplaudido pelo torcedor do Santos que reconhece sua dedicação. -  6,5
(Vecchio): Jogou apenas 12 minutos. Com ele no time o passe melhora. - 6,5
Vitor Bueno: Quase não pegou na bola no primeiro tempo. Na segunda etapa, apareceu mais no jogo. - 6,0
(Pituca): Entrou para dar qualidade no passe e manter a marcação forte. - 6,0
Jean Mota: A mesma análise do Vitor Bueno. Discreto no primeiro tempo, melhor no segundo. - 6,0
Gabriel Barbosa: Fez o que se espera dele, gols. Bem colocado, marcou dois. - 7,5
Sasha: Joga para o time. Atleta de grupo. Deu as duas assistências dos dois primeiros gols. Jogou centralizado, como centroavante e não aberto por um dos lados. - 7,0
Rodrygo: Na quinta-feira, jogou muito mais do que neste fim de semana e o primeiro gol na Vila não saiu. Neste domingo, fez primeiro tempo discreto, mas abriu a porteira com seu gol e fez jogadas pelos lados de campo em seguida. - 7,0
(Arthur): Entrou e deu maravilhosa assistência para o terceiro gol do Peixe, o segundo de Gabriel Barbosa. - 7,0
Técnico: Jair Ventura: O treinador deve ter assistido outra partida, não é possível ele afirmar que gostou mais do primeiro tempo quando a equipe nada criou. É subestimar demais quem acompanhou o jogo. Na segunda etapa, o Santos passeou e dominou as ações. As alterações feitas também colaboraram. O time perdeu na pegada, mas ganhou passe com Pituca e Vecchio e Arthur, entrou inspirado e na sua primeira jogada deu a assistência do terceiro gol. - 6,5
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