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A MARÉ NÃO ESTÁ PARA PEIXE

Publicado ás 23h51 deste domingo, 19 de março de 2017.
O Santos fez sua melhor apresentação na temporada. Na segunda etapa, então, foi uma avalanche e o Palmeiras que pouco agrediu nos 45 minutos finais, porém, virou o placar em três minutos. Com isso, o Alvinegro perdeu o terceiro clássico seguido no estadual e deu Palmeiras, na Vila, por 2 a 1. O resultado manteve o clube da baixada fora da zona de classificação.

O técnico Dorival Junior repetiu a formação que havia vencido o The Strongest-BOL por 2 a 0, na quinta-feira (16), com Bruno Henrique na esquerda do ataque na vaga de Copete. E o camisa 27 deu trabalho para o ala Jean, do time de Palestra Itália, e em um dos lances a bola sobrou para Vitor Bueno, sozinho na pequena área, que desperdiçou a chance. Após esse chute, o equilíbrio foi a tônica dos primeiros 45 minutos. E os goleiros Vladimir e Fernando Prass, com defesas dificílimas, impediram que o zero saísse do placar. O Peixe ainda colocou duas bolas no travessão com Ricardo Oliveira e Bruno Henrique.

Veio, a etapa final. O técnico Eduardo Baptista tirou Guerra e colocou Egídio na lateral, com Zé Roberto indo para o meio. O Santos perdeu no mínimo quatro reais oportunidades de gol claras, até abrir o placar. Victor Ferraz cruzou, Bruno Henrique cabeceou e Ricardo Oliveira chutou para o gol. A bola ainda tocou em Mina, antes de entrar.

Mas o futebol não tolera desaforo. O alvinegro recuou para explorar o contra-ataque. O treinador adversário colocou Roger Guedes. Primeiro pela esquerda do ataque. Não deu certo. Em seguida, o jovem foi para a direita. Ali, o clássico começou a ser decidido. Primeiro ele tocou para Jean que finalizou e Vladimir não conseguiu rebater a bola e a igualdade já era uma injustiça em razão da superioridade do time praiano. Porém, no futebol não tem justiça e sim, bola na rede. Nova jogada de Roger Guedes pela direita e William, que também entrou na segunda etapa, desempatou a partida - 1 a 2. 

Foi a primeira vitória de Eduardo Batista sobre Dorival Junior dirigindo o Peixe. Antes, eram três vitórias do treinador santista.

Algumas lições precisam ser tiradas desta "injusta" derrota. O recuo desnecessário é uma delas. Outro detalhe é que o ano passado, na semifinal do estadual, o mesmo time da capital marcou dois gols em poucos minutos com Rafael Marques. Para uma equipe que deseja conquistar o continente, isso é inadmissível. Além disso, todos ponham as mãos para os céus, pois não tratava-se de um jogo de mata-mata, se não, o prejuízo seria ainda maior. 

Recolher os cacos dos pontos perdidos inexplicavelmente, que significaria a liderança do grupo, vencer os três últimos jogos da fase que restam e buscar a classificação. Todos os times na chave do Santos perderam nesta rodada e os quatro jogaram como mandante.  

Na quarta-feira (22), em Sorocaba, o time volta a campo diante do São Bento pelo Paulistão.

Ricardo Oliveira marcou um gol e quase marcou um gol de letra, mas a bola bateu no travessão.
FICHA TÉCNICA
SANTOS 1 X 2 PALMEIRAS
Estádio Vila Belmiro
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza
Público/renda: 8.732 pagantes / R$ 355.840,00
Cartões amarelos: Felipe Melo, Jean (PAL)
GOLS: Ricardo Oliveira (SAN); Jean e Willian (PAL) 
SANTOS: Vladimir; Victor Ferraz (Matheus Ribeiro 42'/2ºT), David Braz, Lucas Veríssimo e Zeca; Thiago Maia (Rodrigão 46'/2ºT), Renato, Lucas Lima e Vitor Bueno (Vladimir Hernandez 26'/2ºT); Bruno Henrique e Ricardo Oliveira Técnico: Dorival Jr. 
PALMEIRAS: Fernando Prass; Jean, Mina, Edu Dracena e Zé Roberto (Willian 33'/2ºT); Felipe Melo, Tchê Tchê, Dudu, Guerra (Egídio - Intervalo) e Keno (Roger Guedes 25'/2ºT); Borja Técnico: Eduardo Baptista


NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS
Vladimir: Fazia uma partida perfeita, com defesas maravilhosas, entretanto, a bola do gol de Jean era defensável. - 7,0
Victor Ferraz: Apoiou bastante, colocou uma bola entre as pernas de Dudu no primeiro tempo e ainda deu a assistência no bom cruzamento para Bruno Henrique cabecear e no rebote Oliveira marcar. Pediu para ser substituído com dores na perna direita. - 6,5
(Matheus Ribeiro): Apenas cinco minutos em campo. Tentou fazer um cruzamento e foi interceptado. - SEM NOTA 
David Braz: Tem crescido. Joga sério. - 6,0
Lucas Veríssimo: No primeiro tempo perdeu uma bola para Borja que se não fosse o goleiro Vladimir, o rival largaria na frente. No segundo gol do Palmeiras, ainda tocou na bola no cruzamento da direita. - 5,5
Zeca: Começou bem e fazia um clássico para esquecer as atuações irregulares do começo da temporada. Entretanto, foi pelo seu setor que o Palmeiras virou o jogo nos 3 minutos de "pane" do time. - 5,0
Thiago Maia: O melhor jogador disparado do time nos últimos jogos. Em um dos gols, não acompanhou o jogador que recebeu a bola. - 7,0
(Rodrigão): Nem lembro de ter pego na bola. Entrou nos acréscimos. - SEM NOTA
Renato: Com exceção do lance em que Lucas Veríssimo perdeu a bola para Borja e o camisa 8 trombou no corpo e o atrapalhou, foi discreto durante o jogo. - 5,5
Lucas Lima: Não reeditou a ótima performance do meio de semana, mas em alguns momentos levou a melhor sobre Felipe Melo. Caiu de produção na segunda etapa. - 6,0
Vitor Bueno: Perdeu um gol incrível no primeiro tempo. Depois disso, até reagiu por alguns instantes e depois não mais se encontrou no jogo. É ótimo jogador, mas caiu de produção nos últimos jogos. - 4,5
(Vladimir Hernandez): Deu mais velocidade pela direita, mas não foi tão objetivo, como nos dois últimos jogos. - 6,0
Bruno Henrique: O jogador que mais levava perigo ao gol palmeirense. Perdeu duas oportunidades incríveis e cabeceou antes de a bola sobrar para Ricardo Oliveira no gol do Peixe. - 7,0
Ricardo Oliveira: Jogador cascudo, que cresce em clássicos e jogos decisivos. Meteu uma bola de letra na trave e deixou o seu. - 7,0
Técnico: Dorival Jr: Apesar da derrota, o Santos foi melhor que o Palmeiras. Para não dizer que não falei das flores, já que o Peixe queria jogar no contra-golpe, quando saiu na frente, eu colocaria a velocidade de Arthur nas costas de Egídio. O time precisa finalizar melhor. - 6,0

CAIXA
A expectativa é de que o Santos deva assinar, finalmente, o acordo com a Caixa Econômica Federal como patrocinador master do uniforme, nesta 2a-feira (20). O acordo gira em torno de R$15 milhões por ano.



 

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