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CARTA NA MANGA DE FELIPÃO

Postado às 09h34, desta quarta-feira, 12 de março de 2014
(*) Por Felipe Takashi

Primeiramente, saudações a todos os internautas que possuem um gosto refinado e acessam diariamente o Blog do Ademir Quintino, estou aqui novamente, tendo o privilégio de compartilhar minhas idéias e convicções com vocês.

Conforme já anunciado em outrora, durante a Copa do Mundo escreverei neste espaço sobre a Seleção Brasileira. Agradeço ao amigo de longa data, Ademir Quintino (que continuará escrevendo sobre o Santos Futebol Clube), pelo espaço concedido.

Enfim, hoje começo a aquecer o teclado do meu computador, para falar da famigerada lista final de Luis Felipe Scolari, com os atletas que buscarão o hexacampeonato mundial para o Brasil.

Faltam poucos menos de dois meses para o dia 07 de maio, dia em que Felipão desvendará o mistério e anunciará os vinte e três convocados. Até lá, pouco ou nada deve mudar na cabeça do técnico. Afinal, todos os amistosos preparatórios já foram realizados e os atletas que ele tem interesse em chamar, foram devidamente testados. Então, pressuponho que Big Phill já escolheu os novos membros da pacheca Família Scolari,  ele só espera a data para oficializar.

Mas... nós não precisamos esperar tanto tempo para conhecer a tal lista da CBF. De antemão aviso que não sou discípulo de Robério de Ogum, muito menos psicografei junto ao Chico Xavier, tampouco desvendei os mistérios da física quântica para viajarmos ao futuro. 

No entanto, analisando os amistosos e os últimos testes de Felipão, principalmente os realizados em novembro de 2013, não tenho medo de ser feliz e arriscarei os nomes que surgirão no datashow de algum hotel luxuoso no Rio de Janeiro.

Escalação brasileira na final da Copa das Confederações


Das três vagas para o gol, duas já estão asseguradas a muito tempo com Julio César e Jefferson. A terceira e última janela é disputada por Victor e Diego Cavalieri. Caso não haja lesões ou imprevistos, o goleiro do Fluminense ficará de fora para que o herói do Galo na Libertadores fique com a vaga. Seja quem for, vai esquentar banco!

Para a zaga, são quatro vagas, sendo que três já foram preenchidas desde a última Copa das Confederações, com Thiago Silva (capitão do time), David Luiz e Dante. E quem ficará com o quarto posto? Henrique? Dedé? Réver? Miranda? Alex? Nada disso. A vaga restante é do jovem Marquinhos do Paris Saint Germain, aposta típica de Scolari para o  futuro da própria Seleção Brasileira.

Nas laterais, Felipão irá surpreender o país. Não, não será pela presença de algum jogador. Será o contrário. A surpresa será a ausência de Maxwell. Sim, Felipão não levará quatro laterais, levará apenas três para ganhar um jogador a mais no ataque. E quem são os três laterais que vão a Copa? Maicon, Daniel Alves e Marcelo. E por quê Felipão só levará três para a posição? Simples, lembremos que Daniel Alves sabe atuar do lado esquerdo e Luis Gustavo também pode ser improvisado no setor que possui Marcelo absoluto.

Os volantes brasileiros. Luis Gustavo, cada enxadada é um duto da Petrobrás, está dentro. Lucas Leiva vai também, como seu reserva. Paulinho é titular absoluto e seu reserva imediato é Hernanes. Fernandinho a princípio, está fora. Só vai a Copa se acontecer algo com um dos quatro volantes prediletos de Luis Felipe.

Completando o meio de campo do time canarinho, dois jogadores do Chelsea da Inglaterra. Oscar, titular absoluto e homem da articulação do 4-2-3-1. Seu reserva é Willian. 

Kaka, Ronaldinho, Jadson e Ganso assistirão à Copa do Mundo pela televisão ou na arquibancada.

Os quatro pontas que vão a Copa não são novidades para ninguém. Neymar (craque do time), Bernard, Hulk e Ramires. Sim, Ramires. Aos mais desatentos, o ex-jogador do Cruzeiro não atua como volante no Brasil desde os tempos de Mano Menezes.

E no comando de ataque, Fred (artilheiro da Copa das Confederações) e Jô que vive fase iluminada no Atlético.

Mas, a lista não termina aí. Lembremos da vaga proporcionada pela ausência de Maxwell. E quem fica com ela? Robinho! Mas, Robinho? Por quê Robinho? Essa resposta eu mostro abaixo.

Intensidade e velocidade nas transições do Brasil são os trunfos.
O desenho tático do Brasil no 4-2-3-1, com apoio de muita qualidade dos laterais Marcelo e Daniel Alves, intensidade dos pontas Hulk e Neymar, pressão na saída de bola do oponente e muita velocidade na transição de defesa para o ataque, além da indiscutível presença de área de Fred, colocam o time no patamar de favorito ao título mundial.

A dúvida é a condição física do atacante Fred. Com ele em forma, não é preciso mexer no time. Só que nós sabemos que o estado clínico do atacante do Fluminense está longe do ideal. E o Brasil não pode ficar refém de uma situação tão arriscada. A seleção precisa de alternativas, caso em algum momento, Fred venha a ratear.

Se ele não puder jogar, a única opção é o Jô? Temerário. É por isso, que Felipão levará Robinho.

A única vez em que Luis Felipe Scolari abdicou de uma referência na área, foi quando convocou Robinho nos amistosos contra Honduras, e sobretudo Chile, em novembro do ano passado. Ou seja, foi a única variação tática feita pelo técnico da seleção brasileira em seus vinte jogos desde que retornou ao comando do time da CBF.

Com o ex-jogador do Santos atuando como falso 9 sua participação foi totalmente diferente do titular Fred. Como mostra a imagem acima, Robinho mostrou grande movimentação, participando do jogo pelo lado direito, lado esquerdo e no meio.

Com Robinho, Brasil ganha um atleta a mais no meio para troca de passes.
Com Robinho, Felipão poderá usufruir de uma estratégia que Pep Guardiola usou em duas finais quando era técnico do Barcelona em 2011. Usando Messi como falso 9, Pep deixou sem função os zagueiros do Manchester United de Alex Fergunson na final da Champions League. Assim, como voltou a repetir a fórmula na decisão do Mundial de Clubes contra o Santos de Muricy Ramalho.

O intuito do falso 9 é estar sempre próximo dos meias para deixar seu time em vantagem numérica no meio de campo, para consequentemente ampliar a posse da bola e o domínio do jogo sobre o adversário,  sempre deixando os zagueiros adversários sem ter a quem marcar.



Robinho já provou ser o melhor jogador para a função. No Milan, em jogo contra o Barcelona atuou assim e foi muitíssimo bem. Repetiu o excelente desempenho nos duelos contra Honduras e Chile (assista o vídeo acima).

Engana-se, quem pensa que Robinho jogará a Copa só porque é amigo do Neymar. Além disso, tem ótimos serviços prestados com a camisa amarela e tem na bagagem a experiência de dois mundiais. Ele vai a Copa do Mundo para ser a única variação tática brasileira. É o contraponto de Fred. É a carta na manga de Felipão!


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