Pela primeira vez na era dos pontos corridos o Peixe deixa uma temporada sem ser derrotado nos clássicos do Campeonato Brasileiro. Quatro pontos contra Corinthians e São Paulo e agora chegou ao segundo ponto conquistado contra o Palmeiras ao empatar sem gols com o rival na Vila Belmiro.
Peixe fez 10 minutos iniciais com nível de concentração muito baixo, com a zaga desprotegida pelo meio-campo e dando um espaço muito grande para o Palmeiras perder, inclusive, oportunidades claríssimas de gols - no plural mesmo.
A partir do minuto 25 o Santos passou a colocar a bola no chão, propôs mais o jogo e Coutinho começou a aparecer e superar o muito acima fisicamente, Marlon Freitas.
O camisa 11 passou a se associar a Cebolinha e Barreal, além do acréscimo do Bontempo que era uma válvula de escape para achar Rodinei do lado oposto, ou Gabigol na grande área.
Volta para o segundo tempo e o Alvinegro conseguiu, além de criar chances, ter mais posse de bola e empurrar o seu rival para o campo defensivo.
Em 35 minutos, deu tempo de Rollheiser finalizar com muito perigo, Bontempo teve gol tirado pelo rival em cima da linha, Cebolinha fez duas jogadas individuais interessantes, porém pecando nas tomadas de decisão, além de em pelo menos outras três chances o Peixe ter novamente pecado no último passe.
Nos 10 minutos faltantes, mais acréscimos, prevaleceu o time de Abel Ferreira por uma simples razão: o investimento rival deixa uma maior opções no banco de reservas, renovando o folêgo. Ataque Santista cansou e nesse caso foi o Peixe o empurrado para seu campo de defesa.
Barreal e principalmente Bontempo, que pediu pra sair, já estavam muito cansados. Deu margem para o Palmeiras chegar com perigo duas vezes, quando Diógenes fez dois milagres.
Para não deixar passar, a arbitragem deixou de marcar um pênalti para o Peixe na segunda etapa quando Larson toca com o braço aberto na bola. Por outro lado, nada a marcar na reclamação Santisa perante a um possível toque de Giay - braço recolhido.
Em Bragança, na próxima rodada, Cuca deve ter retornos de Escobar e Arthur. Especialmente o médio-volante deve receber uma minutagem controlada. Aproximadamente 30 minutos. Para não ficar em cima do muro: eu manteria Barreal na ala canhota.
FICHA TÉCNICASANTOS 0 X 0 PALMEIRAS
PALMEIRAS: Carlos Miguel; Murilo, Gustavo Gómez e Barboza; Giay, Marlon Freitas (Larsson, aos 20’/2ºT), Lucas Evangelista, Andreas Pereira (Maurício, aos 20’/2ºT) e Piquerez (Arthur, aos 20’/2ºT); Jhon Arias (Vitor Roque, aos 30’/2ºT) e Flaco López (Felipe Anderson, aos 33’/2ºT).
Técnico: Abel Ferreira.
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| Bontempo pode voltar à Seleção Brasileira nesta quinta-feira (29) |
Díogenes - Três milagres nos últimos 20 minutos evitaram a derrota no clássico. - 8,0
Rodinei - A estratégia era deixar o camisa 23 no mano a mano com Piquerez. Deu certo em poucos momentos, onde não terminou a jogada com sucesso. - 5,5
Alencar - Teve a árdua missão de marcar um dos principais atacantes do país e não comprometeu - inclusive na velocidade. Falha num dos milagres de Diógenes, mas não apaga sua grande atuação. - 6,5
Luan Peres - Fez um segundo tempo de gente grande, incluindo um carrinho para evitar que Flaco saísse na cara de Diógenes, correndo risco de levar um vermelho direto. - 7,0
Barreal - Fez seu melhor jogo como lateral. Deu um passe de muita classe numa jogada que terminou num gol perdido por Gabigol. - 6,5
Gustavinho - O melhor dentre os jogadores de linha. Se o time evitou contra-ataques do rival, passa muito pelo garoto. - 7,5
Oliva - Não tão brilhante quanto seu companheiro de volância. - 5,5
Coutinho - Demorou 25 minutos para entrar no jogo, mas apesar de não ser decisivo, era importante no jogo de aproximação, pela qualidade que tem. - 6,0
Bontempo - Quando entrou no jogo teve lampejos de tirar quase uma nota 10, se não fossem as tomadas de decisão equivocadas. Naquilo que é especialista, carregar o "piano", produziu jogadas interessantes. - 6,5
Cebolinha - Reitero o que disse acima. Jogadas individuais interessantes, porém pecando no último passe, já que não finalizou uma única vez. - 6,0
Gabigol - Artilheiro isolado do time, perdeu chances que não está acostumado. - 5,5
Rollheiser - Teve bons momentos a ponto de finalizar com muito perigo, mas viveu maus quando deu contra-ataque ao rival. Oscilou. - 5,5
Schmidt - SEM NOTA
Igor Vinícius - SEM NOTA
Rony - SEM NOTA
Lima - SEM NOTA
(*) Pedro La Rocca - Estudante de jornalismo, repórter na Energia 97FM.




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