NÓ TÁTICO E AVASSALADOR

Publicado às 02:34 deste domingo, 13 de setembro de 2026
(*) Pedro La Rocca

O Santos voltou a figurar entre as 10 primeiras equipes na classificação do Campeonato Brasileiro. Com a vitória sobre o Cruzeiro por 2x1, na Vila Belmiro, o Peixe conseguiu três vitórias seguidas pela primeira vez na temporada. Rollheiser e Fabrício Bruno (contra) marcaram para o Alvinegro de Vila Belmiro, enquanto Matheus Pereira descontou para os mineiros.

Cuca mudou quatro peças em relação ao duelo contra o Atlético-MG, no meio de semana. Escobar e Gabigol estavam suspensos pelo terceiro cartão, enquanto Oliva e Thaciano ficaram no banco. Igor Vinícius, Schmidt, Rony e o estreante Cebolinha foram as novidades.

Mesmo com poucas sessões de treinos, o comandante Santista surpreendeu a todos com uma formação sem lateral quando o time tinha a bola.

Quando a posse era Alvinegra, a formação era uma linha de três com Igor Vinícius ao lado dos dois zagueiros, Schmidt e Gustavinho lado a lado, assim como Rollheiser e Bontempo na armação. Rodinei e Cebolinha abertos pelos lados, com Rony na referência.

Na posse do adversário, Cuca montou uma linha de quatro - primeiro com Igor na zaga, depois trocou com Luan. No meio, colocou uma linha de cinco com Rony isolado na frente.

O posicionamento dos jogadores estava a caráter para o sucesso do jogo apoiado. A todo momento os Santistas tinham mais jogadores no setor da bola. Quem viu a origem do segundo gol percebeu essa superioridade numérica. 

Nos primeiros 45 minutos, foram 16 finalizações. Além do coletivo, a presença de Cebolinha já fez total diferença no time, já que tinha drible curto e cansou de desequilibrar a defesa adversária.

As equipes não foram para o vestiário com uma vantagem maior para o Santos, porque o time permitiu-se desperdiçar algumas ótimas oportunidades. Desses 16 chutes, apenas seis foram no alvo. 

No segundo tempo, naturalmente o time de Cuca cansou e baixou o bloco de marcação, mas mesmo assim finalizou em 15 oportunidades, porém apenas três vezes na meta adversária.

Essa vitória e atuação magistral serviu para mostrar como ter jogador bom faz diferença no time. Rodinei e Cebolinha, com o complemento da invenção mirabolante e genial de Cuca, já dão outra cara para uma equipe que tinha dificuldade de criar dentro de casa.

Neymar ter pago o transferban pode ter sido um dos cinco melhores momentos do ídolo pelo Santos. Se hoje o Santista se orgulha de assistir seu time, vê quatro vitórias nos últimos cinco jogos do Brasileiro e pode sonhar com título continental no final do ano, tem 100% de mérito do camisa 10.

FICHA TÉCNICA
SANTOS 2 X 1 CRUZEIRO

Competição: Campeonato Brasileiro, 27ª rodada
Local: Vila Belmiro, em Santos (SP)
Árbitro: Bruno Arleu de Araújo (RJ)
Cartões amarelos: Everton Cebolinha, Gabriel Brazão (Santos), Kaio Jorge, João Costa, Fabrício Bruno (Cruzeiro)

GOLS: Rollheiser (1 x 0), aos 28, Fabrício Bruno (contra – 2 x 0), aos 32 minutos do 1º tempo; Matheus Pereira (2 x 1), aos 45 minutos do 2º tempo

SANTOS: Gabriel Brazão; Igor Vinícius, Willian Arão e Luan Peres; Rodinei, João Schmidt, Gabriel Bontempo (Thaciano), Gustavo Henrique (Oliva) e Rollheiser (Lima); Everton Cebolinha (Arthur) e Rony (Miguelito). 

Técnico: Cuca.

CRUZEIRO: Otávio; Fagner (João Costa), Fabrício Bruno, João Marcelo e Rojas; Lucas Romero (Wesley), Gerson (Zé Lucas), Matheus Henrique (Lucas Silva) e Matheus Pereira; Arroyo (Lucho Rodriguez) e Kaio Jorge. 

Técnico: Artur Jorge.

Rodinei e Cebolinha foram ótimos reforços
NOTAS DOS JOGADORES DO SANTOS

Brazão - Fez uma defesa das grandes do campeonato. - 7,0

Igor Vinícius - Taticamente irretocável enquanto esteve como terceiro zagueiro. Terminou o jogo como lateral-esquerdo. - 6,5

Arão - Terminou o jogo com dores e por isso falha no gol adversário. Passou o jogo todo como o homem da sobra. - 7,0

Luan Peres - Venceu todos os duelos em velocidade. Se esse esquema corajoso deu certo, tem a ver com a capacidade de recuperação e cobertura do camisa 14. - 8,0

Rodinei - Juntou a parte técnica com a força que todos conhecem. Participa do segundo gol do início ao fim da jogada. - 7,5

Schmidt - Pisou muito na área. Finalizou três vezes no jogo. - 7,0

Gustavinho - Outro jogador crucial para esse esquema funcionar. Quando os principais jogadores voltarem, também não pode sair do time, tendo em vista que dá equilíbrio e tem velocidade para fazer coberturas. - 7,5

Bontempo - Das 31 finalizações, participou diretamente de 12 - seis chutes e seis passes para chutes. Tem um mapa de calor coberto pelo campo todo. Fabrício Bruno vai sonhar com o camisa oito. - 8,5

Rollheiser - Esse participou de 11 finalizações - cinco chutes e seis passes. Terminou o jogo com um gol, mas poderia ter três, se tivesse aproveitado as oportunidades perdidas. - 8,0

Cebolinha - Estreia para lembrar eternamente para o camisa sete. Um upgrade enorme na posição, tendo em vista que sabe se aproveitar dos dribles curtos e finaliza mesmo de longe. Finalizou duas no gol e oito no total. - 8,5

Rony - Destoou tecnicamente do time. Perdeu duas boas chances pouco antes de ser substituído. - 6,0

Oliva - Titularíssimo do time, mas participou apenas 16 vezes do jogo. - 6,0

Arthur - Responsável por cadenciar o jogo após o gol sofrido. Dali para frente, o Cruzeiro não tocou mais na bola. - 7,0

Lima - SEM NOTA

Thaciano - SEM NOTA

Miguelito - SEM NOTA

(*) Pedro La Rocca - Estudante de jornalismo, repórter na Energia 97FM.

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