Vai ficar tudo para o Mangueirão na terça-feira (04). Santos e Remo não saíram do zero no primeiro round das oitavas de final da Copa do Brasil. SFC não venceu brasileiros em casa desde o retorno da parada para a Copa do Mundo. Gabigol até marcou, mas teve seu tento anulado.
Cuca treinou uma formação na semana com Schmidt na vaga de Rollheiser e Gabriel Menino na lateral-direita. O treinador, porém, optou por manter o argentino e voltou com Igor Vinícius na direita.
O quarteto mais talentoso do time ainda não surtiu efeito sob o comando do atual treinador. Bontempo, Rollheiser, Neymar e Gabigol jogaram juntos em apenas quatro oportunidades e, em todas elas, não conquistaram nada a mais nem a menos do que empates.
Ao observar o mapa de calor desses atletas, ainda somando Barreal, fica claro que Neymar e o argentino citado ocupam a mesma faixa de campo. Não é diferente para Bontempo e Rollheiser. Ou seja, um marcador apenas já é suficente para tirar dois jogadores Alvinegros numa tacada só.
O time levemente subiu de produção com a entrada de Oliva no meio-campo. Sofreu bem menos contra-ataques, as poucas jogadas de criatividade passavam pelos pés do uruguaio, mas o time como um todo voltou a se mostrar pobre de ideias.
Finalizar 19 vezes não significa que seu time tenha sido superior ao adversário. É necessário observar as circunstâncias desses chutes. A imensa maioria deles em bolas paradas e/ou falhas da defesa adversária.
E detalhe. Dessas 19 finalizações, apenas três na meta.
Quando o treinador tentou mudar, melhorou com Gabriel Menino, piorou com Caballero. Mas qualquer lampejo de melhora na segunda etapa durou muito pouco e com efetividade menor ainda.
Agora, a vaga para as quartas de final da Copa do Brasil, o que não acontece com o Peixe desde 2021, será definida na terça-feira (04), no Mangueirão, no Belém do Pará.
FICHA TÉCNICA
SANTOS 0 X 0 REMO
SANTOS: Gabriel Brazão; Igor Vinícius (Gabriel Menino), Lucas Veríssimo (Adonis Frias), João Ananias e Escobar; Christian Oliva, Gabriel Bontempo e Rollheiser (Caballero); Barreal (Rony), Neymar e Gabriel Barbosa (Thaciano).
Técnico: Cuca
REMO: Marcelo Rangel; Marcelinho, Marllon, Matheus Felipe, Mayk; Zé Welison, Picco (Edson), Zé Ricardo (V. Bueno); Pikachu (M. Alexandre), Jajá e Alef Manga (Taliari).
Técnico: Léo Condé
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| Neymar viaja na madrugada de terça para o jogo de volta |
Brazão - Fez apenas defesas simples. - 6,0
Igor Vinícius - Sofreu com a marcação pressão do adversário em quanto esteve em campo. - 5,0
Veríssimo - Começou com a mesma dificuldade do Igor. Alef Manga caía pela região do camisa quatro e momentaneamente sofreu. Fez um segundo tempo como manda seu perfil. - 5,5
Ananias - Ao contrário do seu companheiro de zaga, foi regular todo jogo. Sua velocidade e qualidade no passe ajudam. - 6,5
Escobar - Nulo quando o time precisa atacar. - 4,0
Oliva - Melhorou nitidamente a saída de bola do time. Acertou cinco de seis tentativas de bolas longas. Uma das razões do aumento de finalizações do time é o uruguaio. - 6,5
Bontempo - Poderia tecer inúmeros elogios novamente, se tivesse finalizado quando teve oportunidade. Poderia ter feito dois golaços. - 6,0
Rollheiser - O time não estava bem, mas foi uma noite infeliz do argentino. Naquela função, teoricamente aberto pela direita, fica sumido até demais. - 4,0
Barreal - Um dos maiores finalizadores do jogo, com quatro. Muito voluntarioso, mas está ocupando mesma faixa de campo do Neymar. - 5,5
Neymar - Não fez um grande jogo. Metade das ações com bola no jogo, o camisa 10 perdeu a posse. - 5,0
Gabigol - Perdeu gol incrível aos 30 de jogo ao perder tempo da bola embaixo da trave. - 5,0
Gabriel Menino - Em 45 minutos, deu duas assistências para finalizações. Fez bons 25 minutos, depois caiu junto com time. - 5,5
Caballero - Fica sem função quando a equipe precisa propor jogo. Mero corredor. - 4,5
Thaciano - SEM NOTA
Adonís - SEM NOTA
Rony - SEM NOTA
(*) Pedro La Rocca - Estudante de jornalismo, repórter na Energia 97FM.




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