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SAUDADES DO FUTSAL DO SANTOS

Publicado às 20h00 desta terça-feira, 25 de novembro de 2014.
No último sábado, 22 de novembro, completou-se três que o time principal de Futsal do Santos FC., sagrava-se Campeão da Liga Nacional da modalidade ao vencer os gaúchos de Carlos Barbosa por 3 a 2, na Arena Santos, para um público de mais de 4 mil pagantes. Os gols da conquista alvinegra com a segunda maior audiência da história do canal a a cabo - Sportv, foram de Neto, Pixote e Deives. 

A vitória no tempo normal da partida provocou uma prorrogação (o adversário havia vencido o jogo de ida por 4 a 3) e a mesma terminou empatada em 0 a 0. Na decisão nas penalidades máximas, brilhou o goleiro Paulo Vitor que saiu do banco para ser o herói alvinegro que não tinha o gênio Falcão em quadra, por ter sido expulso no primeiro confronto.

Infelizmente, as noites na Arena Santos nunca mais foram as mesmas desde então. Assim que foi reeleito presidente do Santos, Luís Álvaro decidiu encerrar as atividades da modalidade que levava as famílias de torcedores do clube ao local. 

A coisa foi tão mal-feita a época, pois o que era obrigação de quem administrava o clube divulgar o fim das atividades do projeto vitorioso que deu resultado no seu primeiro ano, teve que ser anunciado pelo Pelé do futsal - Falcão, o maior jogador da modalidade em todos os tempos, via rede social.

Falcão foi o artilheiro da Liga com 32 gols marcados. Além da Liga, o time santista foi vice-campeão paulista e ganhou a Copa Gramado. 

Os valores que tiveram de ser pagos através de recisões contratuais dava para seguir com a modalidade por pelo menos mais uma temporada. O fim do time de futsal do Santos, em 2011, rendeu logo de cara sete ações na Justiça contra o clube. Elas foram movidas por jogadores e membros da comissão técnica que pediam indenização por rescisão contratual. A maioria tinha acordo para trabalhar por mais um ano.

A derrocada aconteceu em parte após a principal patrocinadora da equipe deixar de anunciar no master do uniforme e obrigou o clube a arcar com todos os custos. 

Faltou habilidade ao presidente que administrava o Santos, conseguir pelo menos um patrocinador para mais um ano e com isso, evitar o fim do projeto e os processos movidos contra o clube. Além disso, poderiam ter feito parceria com alguma cidade da baixada; Cubatão, por exemplo, rico pelo seu polo industrial, que poderia ser parceira e manter o melhor time do esporte da bola pesada do planeta em ação e com a exposição da imagem positiva da marca Santos e da região. 

Faziam parte desse elenco que era também a base da seleção brasileira da modalidade os atletas: Djony, Paulo Vitor, Alan, Gava, Wellington, Gustavo, Thiago Carioca, Valdin, Bruno Taffy, Deives, Ricardinho, Bruno Souza, Jé, Índio, Neto, Jackson, Pixote e Falcão, além do técnico Fernando Ferreti.

Acompanhei quase todos os jogos do Santos como mandante e repito, as noites na Arena Santos jamais foram as mesmas depois do encerramento da modalidade. Virou um "elefante branco". 

Como disse ao diretor da modalidade, o correto Cecil Ribeiro, o santista ficou sem a magia, o carisma, além da genialidade de Falcão e seus companheiros com o manto alvinegro.

                                                     

 

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